Filippo Pedrinola / Revista Água na Boca
Na busca de um corpo perfeito, as pessoas acabam deixando de lado a saúde e passam a ter uma relação pouco harmonioza com a comida. Não caia nesta armadilha!
Os transtornos alimentares representam uma preocupante "epidemia" que vem se espalhando principalmente em países mais desenvolvidos e atingindo mais freqüentemente adolescentes e adultos jovens. Os padrões de belezas atuais aliados à rejeição social ao excesso de peso e obesidade, principalmente entre as mulheres, fazem com que as adolescentes sintam uma necessidade incontrolável de ficar muito magras para serem aceitas num mundo em que o sucesso é divulgado através da perfeição estética de top models famosas. É a chamada "epidemia de culto ao corpo", no qual só há espaço para corpos "malhados" e "sarados".
O ato de comer é controlado por inúmeros fatores, incluindo apetite, disponibilidade de alimentos, hábitos familiares e culturais, pressões sociais e tentativas voluntárias de controlá-lo. Por todos esses motivos vem deixando de ser algo prazeroso em detrimento ao culto da magreza. Fazer dieta para emagrecer sem levar em conta a saúde é amplamente promovido pelas tendências da moda, propaganda, algumas atividades físicas e certas profissões.
Os transtornos de alimentos são definidos como desvios de comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento patológico ou à obesidade, entre outros problemas de saúde relacionados a essas condições decorrentes da extrema preocupação com o peso e a imagem corporal.
Apesar da alimentação parecer um ato biologicamente automático, está intimamente relacionada a sentimentos como insegurança, bem-estar, afetividade, eventuais carências e angústias, sem esquecer a relação entre alimentação e experiências sociais, pois a maioria dos eventos sociais envolve comida e bebida. É, portanto, uma forma de comunicação social.
Os principais tipos de transtornos alimentares são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o comer compulsivo. Uma das características da anorexia e bulimia é o medo exagerado de engordar e graus variados de deturpação da imagem corporal, sendo que aproximadamente 90% são mulheres. A maioria dos casos costuma ocorrer entre os 14 e 18 anos de idade, mas a incidência vem crescendo de forma preocupante em idades inferiores, atingindo meninas de apenas 12 anos de idade.